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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

8 de out de 2011

Os Invisíveis, aos nossos olhos.


Imagem retirada da internet.


Ás vezes gostamos de questionar os governos sobre o que eles fazem, ou deixam de fazer em suas administrações. 

Criticamos, e a grande maioria de nós pouco ou quase nada faz para mudar esse estado de coisas.

A área social é a mais utilizada como palanque/trampolim eleitoral pelos governantes ou pelos oportunistas de plantão, claro, utilizam-se muitas vezes da população mais carente, sua massa de manobra para que possam difundir “seu poder” de mudar a situação dessas pessoas.

Informação totalmente inútil, pois os que mais necessitam, pouco se importam de onde vem a ajuda, desde que venha.

O caso é que não se operam milagres nessa área, verbas e ações são meticulosamente  definidas em reuniões e conselhos. Milhares de pessoas entopem a máquina administrativa pública, para tentar colocar um pouco de ordem no caos e fazer algo para aqueles que precisam, possam ter algum conforto, alguma facilidade em sua vida muitas vezes sofrida, se conseguem... é outra história.

“Grupo de trabalho, é um batalhão de despreparados, reunidos por um desinteressado, para fazerem projetos desnecessários”. Frase atribuída á Art. Buchwald.


De vez em quando, um ou outro escândalo, ou desvio de verba vem a tona, e quando aparecem, causaram verdadeiros “buracos negros” no erário público, engolindo literalmente, milhões e milhões de reais, deixando do outro lado, um saldo negativo cada vez maior, nas área da saúde, educação e principalmente da assistência social. 

Falo aqui também da assistência que prepara, forma, treina e capacita, inclui as pessoas, para depois do primeiro auxílio, possam voltar á sociedade de cabeça erguida, para exercerem seu papel como  cidadãos.

A assistência social que só “dá”, é um tremendo engodo!

Domingo (02/10) em minhas pedaladas pela cidade, deparei-me com uma cena muito  triste. 

Uma criança, com aproximadamente 5 ou 6 anos, maltrapilha, brincava em  algumas árvores perto de uma avenida conhecida aqui na cidade. Olhando mais atentamente vi que havia algumas árvores, e no meio delas, uma pequena barraca, fiquei tentando imaginando quantos poderiam estar ali dentro, e quais seriam as necessidades dessas pessoas.

Para os mais afoitos, devo esclarecer que não são nômades, nem os conhecidos ciganos, que perambulam pelas cidades com suas roupas coloridas, vários adornos, e moram em barracas grandes e que de certa forma usufruem de algum conforto, parecia apenas e tão somente aquilo que se via, ou seja; uma família desalojada.

Continuei a caminhada. mas a imagem teimava em aparecer na minha mente, incomodado, voltei  cerca de uma hora depois, ao lugar, e me deparei com a seguinte cena:

- A menina que disse ter visto, brincava com outra um pouco maior, a mãe tinha mais uma criança no colo, e ao seu lado uma  outra menina maior que as outras duas.

Chegando perto, avistei o pai que vinha com um feixe de lenha para acender o fogo, que cozinharia a comida (?). Fui ao seu encontro, começei a conversar com ele e aos poucos, explicou o que fazia ali, entendi, e estarrecido, constatei através do relato dele, que ninguém próximo onde eles estavam “alojados”, havia sequer oferecido ajuda.

Se os adultos erraram, ou erram, devem sofrer as consequências, mas submeter crianças indefesas a aquela situação, é amoral, desumano, indigno e ultrajante!  É claro que dentro das minhas possibilidades fiz algo, e isso, não vem ao caso, mas nesse espaço resolvi relatar o meu repúdio, pois, quando nos dispomos a apontar falhas, devemos ter em mente, que  somos diferentes, pois se ignorarmos esse tipo de  situação real e ultrajante a dignidade humana, em que seremos melhores a aqueles que nada fazem?

Depois disso, passei todos os dias na avenida que dá acesso a aquele lugar, para verificar se a família ainda estava lá, e aliviado constatei que no dia 05/10 antes do almoço, haviam saido de lá, com sua sina, suas crianças, e a sua barraca.

Para onde foram? Segundo o pai, eram de Santa Fé do Sul, e iriam à Sâo José do Rio Preto.

Não sei se há verdade nas explicações dele, não quero julgar, e o foco não é esse, pois muitos adultos tem a malícia, a mentira como aliadas, mas os olhos das meninas falaram muito mais que o pai, mesmo sem abrirem a boca.

Não devemos julgar ninguém, sei que não sou melhor do que ninguém, mas cada vez que fecharmos os olhos nada veremos, e situações assim, continuarão a existir em toda a parte,  até mesmo, quem sabe, ao lado da sua casa.

Alguém espera por algo, e nada tendo, esse algo poderá ser qualquer coisa, inclusive aquilo que você ignorava ter. Mas e você, espera pelo que, por quem? Tomara que não seja por ninguém, pois se assim for, você agirá, e agindo, alguém se beneficiará do seu gesto e quem sabe, com muita sorte, esse gesto não se multiplica terminando com a espera de alguém.

Pense nisso!


8 comentários:

HAMILTON BRITO... disse...

Como já disse alguém,pensar é preciso. Pensando o homem fica indignado,age, muda o mundo,

Cidadão Araçatuba disse...

Grande Zé! Obrigado pela participação, grande abraço meu amigo!

HAMILTON BRITO... disse...

lI QUE ME PEDE PERMISSÃO PARA COLOCAR UMA LETRA DE MÚSICA EM UM DOS MEYUS TEXTOS....ma que permissão, o meu caro,
É uma honra recebê-lo por lá,

Yolanda Hollaender disse...

Amigo Paulo, a cena que você descreveu da família morando em condições precárias sob uma árvore, é o que mais vejo na minha cidade natal. Todos os dias proliferam novos moradores de rua.
Fico penalizada e me entristeço vendo-as nessa situação, porém, sei que na maioria são migrantes em busca de um sonho que raramente conseguem realizar. Quando essas pessoas chegam em centros urbanos, se deparam com o alto custo da moradia, transporte e alimentação e nem sempre conseguem um emprego, pois não tem qualificação profissional.
Responsabilizo o Estado, porque este, sim, tem o dever de garantir o mínimo de dignidade ao cidadão no seu local de origem, para que ele não saia de sua cidade e se torne um "marginal" - entenda-se aqui a expressão marginal como sendo alguém que vive à margem da sociedade.
Os desvios de "rios de dinheiro" pelos "pseudo-representantes do povo" poderiam ser investidos para erradicar, de fato, a pobreza, a fome e, consequentemente, esse tipo de marginalidade.
Faço caridade, mas também pago pesados impostos!
Meu forte abraço,
Yolanda

Cidadão Araçatuba disse...

Yolanda, que suas palavras ecoem,e que mais e mais cidadãos enxerguem o quanto o Estado é leviano com seus cidadãos, mas não o é na propaganda; afinal "PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA".
Abração!

Cidadão Araçatuba disse...

Valeu, Grande Zé!
Obrigado então, rs...

Atena disse...

Amigo Paulo:
O título do seu artigo é os "invisíveis aos olhos". Engraçado, esse povo nunca foi invisível para mim, costumo vê-los onde passo.
Sempre fico pensando: por que cargas d'água uma alma escolhe uma encarnação dessas?! É sempre triste ver essas pessoas, mas foi escolha delas, embora não tenham consciência disso.
Eu torço para que um dia os governantes deste país os enxerguem também.
Muito boa a sua reflexão.
abraços

Cidadão Araçatuba disse...

Espero que sim Atena!
Grande Abraço!

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