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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

23 de jul de 2011

Todo mundo odeia o preconceito... Será?



Capa segunda temporada, link na imagem.

Temos observado na mídia em geral, notícias sobre as "ondas" homofóbicas que assolam nosso país. 

O problema, é que esse "onda" é global. A mídia internacional, traz ao nosso conhecimento quase todos os dias algum tipo de exemplo assim. No exterior, em alguns países, além da xenofobia, o turista, ou imigrante pode experimentar entre outros sentimentos negativos, o racismo, mesmo tendo a mesma cor da pele do nativo local, mas nesse caso, o racismo existirá pelo fato de ser de nacionalidade diferente. 


Grupos formados por pessoas intolerantes se acham no direito de atacar as "minorias" impondo aos mesmos, uma rotina de horror e ódio. Não bastasse o ódio, esses grupos criam situações, onde ( na concepção deles), "diferentes" passam a ser cidadãos de segunda classe, e como tal no regime nazi-fascista, devem ser coagidos, combatidos e na pior das hipóteses eliminados do nosso convívio. 

Recentemente pai e filho que andavam abraçados em uma feira agropecuária no interior do estado de são paulo, foram atacados por um "grupo homofóbico", que os confundira com um casal de gays. 

Não atacaram eles diretamente, perguntaram primeiro se eram um casal gay, diante da negativa e da explicação do pai dizendo que se tratava de pai e filho, os meliantes foram embora, depois, voltaram e os atacaram. Um absurdo! 


Quanto mais evoluímos nas artes e ciência, mais retrocedemos em outros campos, triste constatação. Não fosse assim, não ficaríamos sabendo de outras manifestações horripilantes como as, praticadas por grupos de skinhead.  Esses, embasados em teorias absurdas e retrógradas que remontam da época da Alemanha Nazista onde a superioridade racial (raça ariana), era considerada superior e, portanto, deveria dominar as demais, com base nisso, até hoje (de forma um pouco velada), atacam outros grupos étnicos, pelo simples fato de serem diferentes, isso sem falar do oriente médio, se bem que lá a intolerância é outra, mas ainda assim existe a questão étnica.

A nossa TV aberta tem se ocupado com esses temas, abordando na temática central de suas novelas e seriados tais temas. 


Se bem que o fazem comercialmente, ou seja, dá audiência. As "minorias" se sentem representadas por esses programas que supostamente tratam dos problemas por elas enfrentados. 


Mas essa sociedade que, desinformada, consome esses produtos televisivos  e até se comove com essa temática, muda seu pensamento? Age diferente no dia-a-dia quando se depara com situações de discriminação, tentando impedi-las, ou mesmo denunciando-as? 


Conseguimos entender que a diferença na opção sexual, ou da cor da pele não fazem de nós seres humanos diferentes?

Um seriado em especial entre tantos de tema parecido me chamou a atenção ultimamente, acompanhei-o por várias semanas. Falo do seriado intitulado "Todo mundo odeia o Cris" (em inglês Everybody hates Chris), que é apresentado atualmente pela Rede Record. 

O seriado, que é narrado pelo seu principal personagem, o ator americano Chris Rock, conhecido comediante, que já estreou vários sucessos em hollywood. 


Chris na série tem como seu melhor e inseparável amigo Greg que é branco, ambos estudam em uma escola situada no bairro negro de Bed-Stuy-que é distrito do Brooklyn, essa combinação cria uma situação mais amena, afinal, todos não devem odiar mesmo Chris.


O seriado já recebeu  vários prêmios, no total 13 prêmios, e teve outras milhares de nomeações. 


Entre as nomeações estão duas para o Emmy Awards e uma para o Globo de Ouro), segundo informação disponibilizada na página oficial da série na Wikipédia.(confira mais detalhes aqui sobre a série).

Divertido, intrigante, que aborda o preconceito racial como tema central, e é claro um pouco da temática adolescente o que faz dele, algo  engraçado, normal. 

Mas como alguém que é discriminado principalmente pela cor, ao narrar esses episódios, pode transformar essa forma horrenda de preconceito em algo engraçado? 


É fácil responder: 


-O ator é muito bom, descobriu um filão, nos EUA assim como no Brasil, é normal comediantes negros fazerem piada envolvendo situações de preconceito racial. Mas e quem sente isso na pele todos os dias, e não tem milhões de dólares na conta bancária, como deve se sentir

Somos um país miscigenado, não temos uma raça definida, como podemos então nos divertir  com algo tão ruim e prejudicial a sociedade? Como podemos desenvolver-se enquanto nação (que já foi escravagista), e falar de inclusão social se nos divertimos com um sentimento tão baixo como a discriminação racial ?  


Vamos criar então o "Todo mundo odeia os brancos" , ou então, "Todo mundo odeia os paraplégicos", japoneses, americanos, alemães, coreanos  etc... 


Nem na cultura americana (que considero extremamente racista em todos os sentidos) tal seriado poderia ser aceito, afinal lá é o berço da democracia. 


Democracia de exclusão

Quem assiste pode achar normal alguém que é negro falar sobre o tema, e mesmo assim, diante da rudeza do tema conseguir  trata-lo de forma banal, comum.

Alguns argumentariam que se trata de um programa de comédia, que não deve ser levado a sério, afinal é estrelado por atores negros, mas que ninguém na "vida real" acharia aquelas situações normais, mas, é isso que vemos nos noticiários? 

Fica a pergunta, onde estamos errando? 


Ao criarmos Leis e "quotas" não discriminamos mais? 


Segregando alguém pela cor, tipo  físico, opção sexual e impondo a sociedade regras para que  tratemos "os diferentes" de maneira igual, estaríamos ao meu ver, criando uma igualdade forçada,  não se trata então de mais um tipo de preconceito?


Entendo que essa igualdade racial deve emanar do espírito humano, pois nada mais somos do que uma massa igualitária que tem o dever de TUDO compartilhar nesse nosso espaço denominado planeta terra.


Seriam eles então "normais" como nós apenas por decreto? 



Filme A Onda (Die Welle - Alemanha - 2008 - Direção: Denis Gansel) Um professor está incumbido de ensinar aos  seus alunos do ensino médio o significado de Autocracia. Para facilitar o aprendizado aos alunos, ele cria um experimento e... 


Assistam ao filme, pois é muito bom para refletir até aonde o ser humano racional e educado pode ir.


19 comentários:

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Sempre tenho concordado com cem por cento mas desta vez vou reduzir para 99,99999999999%.hahah
Vc usa o termo OPÇÃO SEXUAL.
Não concordo que há opção neste caso;há imposição genética. Quem faria a opção pela perseguição física e moral, discriminação e viver na marginalidade social?
Acredito que todo mundo odeia o preconceito...quem o aceita é resto, é escória, é babaca, nem gente é.

Cidadão Araçatuba disse...

Olha o preconceito Zé! Rs... Há dúvidas sobre a genética no que tange a sexualidade, mas isso é mais embaixo! Rs...
Abração!

Marisa Mattos disse...

Seu site é um dos que constatemente visito...sendo assim...resolvi linká-lo...beijos!!!

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Marisa, fico muito contente, obrigado!
Beijão!

Ventura Picasso disse...

O compromisso social de educar para a realidade, nos meios de comunicações (concessões), não é respeitado. Alguém tem o direito de dirigir a vida privada ou a sexualidade do outro? O infantilismo religioso acabará não sabemos quando. Exclusão não é democrática. No cinema americano algumas produções usam artistas, somente, negros. A lei de ‘cotas’ é importante – (comparação simplista) – a obrigatoriedade de uso do cinto de segurança; hoje é normal; Na primeira turma de formados (50 médicos) UF, os melhores classificados eram cotistas. Se procurarmos em Marx (1818-1883); em Nietzsche (1844-1900); em Freud (1856-1939) notamos a sequencia das gerações, juntos cada qual em seu tempo, concluíram que: “O ser humano é incestuoso, canibal e opressivo”.

Yolanda Hollaender disse...

Amigo Paulo, hoje fiquei estarrecida com duas notícias: um suposto norueguês “fundamentalista cristão”, com “opiniões hostis ao Islã, que tirou a vida de 91 pessoas; e a morte da cantora Amy Winehouse, encontrada já sem vida num apartamento em Londres. Tanto no primeiro caso, quanto no segundo, se enquadram no tema preconceito. Ambos, possivelmente sofriam de instabilidade emocional, o que levou um a arquitetar um plano de extermínio e a cantora a praticar a auto-destruição - neste caso "O mundo todo olhou muito para ela... E muito poucos olharam de verdade por ela...".
O barulho do mundo é insuportável para muitos jovens, que estão despreparados para enfrentar sozinhos suas limitações e emoções.
Será que se nasce bom ou mau? Creio que não.
O triller do filme mostra o propósito de incutir ideias novas para que os alunos evoluam e incita à violência... Na minha opinião, o meio contribui de forma positiva ou negativa para a formação do indivíduo.
Seu texto, como sempre, me fez refletir sobre o assunto e me entriteço cada vez mais com o comportamento "desumano"...
Um forte abraço,
Yolanda

Cidadão Araçatuba disse...

Picasso, sempre reflexivo e realista, é fato! Ao nascermos maus ou bons pode definir a nossa personalidade, mas só poderemos exercer o controle sobre o outro caso ele permita, se o fizer será submisso e infeliz pelo resto da vida, assim sendo, entendo que a decisão é do outro, assim como você! Muito embora ninguém tem esse direito.
Quanto as quotas, penso de maneira diferente,os melhores classificados, o seriam da mesma maneira sem as quotas, pois a Universidade Federal proporciona chances iguais a todos, desde que tenham se preparado, e convenhamos cursinhos bons sem a vontade de estudar Picasso nada valem!
Abração!

Cidadão Araçatuba disse...

Com certeza, um querendo destruir os diferentes e a outra querendo romper com tudo, autodestruir-se.
Esse era o filme que havia indicado a você um tempo atrás.
Muito forte, mas extremamente atual, o fim é digamos... inusitado, não deixe de assistir!
Abração Yolanda!

Argemiro Luciano dos Santos disse...

Toda forma de discriminação tem que ser abolida, somente assim teremos PAZ(SHALOM ) nas nossas relações planetárias.

Ventura Picasso disse...

Oi, Cidadão:
Os problemas da educação no BR, não está no portão das universidades, com cota ou sem ela. Começa nos confins das periferias, lá onde não há PPC; ali as chances são desiguais e a sociedade de classes surge com muito força castigando os pequeninos; para chegar às cotas, o aluno 'estudioso' abre caminha a bala. Na outra ponta, certamente você conhece, Miguel Nicolelis: Ele garante que “Einstein não seria pesquisador A1 do CNPq”. Porque o governo federal, pós abertura, não nomeou para ministro da educação, Paulo Freire?
Tanto Nicolelis quanto Freire (falecido), é exigente e não aceitaria as condições de trabalho oferecida pelo estado.
Nicolelis está tirando da cidade mais pobre do BR uma leva de novos cientistas, ou seja, são crianças educados para a ciência.
Amigo, forte abraço.

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Argemiro, prazer em, tê-lo aqui! Pode acreditar que sim, o difícil é a humanidade se conscientizar disso. Valeu, abração!

Cidadão Araçatuba disse...

De fato, o Brasil não privilegia a pesquisa, não investe na educação, pois tornando o cidadão pensante, o "status quo" mudaria, e esses pseudogovernantes não se elegeriam mais.
Sou filho da periferia, começei a trabalhar aos 14, todo ensino fundamental em escola pública, o que diverge de hoje caro Picasso, é que quando estudava, o sistema ensinava mesmo. Quando começei a trabalhar, meu pai (que é pedreiro aposentado) me ajudava para que o filho saisse com o tão sonhado diploma de técnico na "escola dos padres" rs... lembra? Ainda bem que existem pessoas esclarecidas que procuram usar a ciência, e não a demagogia para melhorar a vida dos nossos sofridos cidadãos. Grande abraço e obrigado por enriquecer a troca de idéias aqui!

Yolanda Hollaender disse...

Amigo Paulo, assisti o filme A Onda, finalmente. É impressionante o poder do professor em sala de aula, quando desperta interesse... Assusta a dimensão que pode alcançar esse tipo de ação, quando mal direcionada. Baseado em fatos reais, a responsabilidade também foi da Direção da escola, pois tinha sido alertada do perigo daquele projeto. Também, pudera, um anarquista dando aula de Autocracia, só podia extrapolar! Filme forte, sim, que nos leva à uma severa reflexão sobre o comportamento humano e suas consequências.
Meu abraço,
Yolanda

Rita Lavoyer disse...

Paulo, o preconceito é uma doença genética. Se eu o possuo encarnado, passo isso aos que convivem comigo, é uma praga. Eu não consigo me livrar dos meus, eu sei que eu os tenho. Eu seria hipócrita se eu os escondesse. Ah, nas escolas os alunos só falam nesse seriado "Todo mundo odeia o Chris". Precisei sentar-me diante da TV e assistir a um episódio para entender o porquê de tamanha audiência. A situação, os conflitos pelos quais o Chris passa dentro de casa e na escola foram projetados especialmente para o público infantojuvenil. Para riem das situações humilhantes a que o meio ao qual ele vive o submete. Humilhar um personagem é sucesso na certa.
Pois eu sonho que um dia o Coiote irá massacrar o papaléguas. O Pica-Pau se dará muito mal com as suas atitudes maldosas. O Tom vai sair ganhando do Jerry e os Simpsons sairão do ar.
Terça-feira, 26 Julho, 2011
Rita Lavoyer

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Rita, assisti a vários episódios.
Tenho um filho adolescente, que morria de rir com esse seriado, ele comentou das barbaridades (racistas) que a professora do Chris fala para ele, e a própria ideia que ele tem dele mesmo como adolescente negro.
Se puder Rita, assista a Onda.
Jovens educados, muitos da classe média alta, em uma Alemanha desenvolvida, as voltas com ideias implantadas num ambiente escolar, tudo isso para explicar o que significava (autocracia.Um regime totalitário que matou milhares de pessoas, fruto de um pensamento doentio e extremamente excludente.
Obrigado pelo comentário (coloquei ele no blog).

Atena disse...

Taí um tema que me deixa passada: preconceito. Fiquei chocada quando vi na Tv o sucedido com o pai e filho surrados. A que ponto chegamos onde um pai não pode mais sair abraçado com seu filho?!
O pior é que essa selvageria toda vai continuar. É o tal de final de ciclo planetário/humano. Pessoas desequilibradas não aguentam as energias que estão chegando à Terra agora e entram em surto. Veremos mais episódios de agressividade desenfreada ou surtos psicóticos como o do norueguês.
Vou procurar o filme A onda para assistir. Quem sabe rende um post? rsrs
abraços

Cidadão Araçatuba disse...

Final do ciclo, dos tempos, da humanidade viu Atena! Um absurdo. Espero que possamos rever certos conceitos e mudar a nossa postura enquanto seres humanos, senão...
Grande Abraço!

Samanta Sammy disse...

Olá querido amigo, mas uma vez nos trazendo excelentes reflexões !

Eu considero qualquer tipo de preconceito ignorância, mas não estou dizendo que não os tenho, pois acredito que todos os temos, se não é devido a diferença racial ou opção sexual, são outros, alguns tem preconceito com alguém de fora que entra no seu círculo, outros julgam que age diferente do que pensam, etc, às vezes somos preconceituosos até ao conhecer alguém e tirar conclusões precipitadas.
na minha humilde opinião cotas e afins são uma forma de preconceito sim, pois destacam as diferenças e como eu disse acima, é ignorância pensar que somos melhores ou piores, pois a diferença está em cada um de nós. Ninguém é igual, então porque direcionar o preconceito e porque se importar com a cor da pele de alguém ou sua opção sexual ? afinal o que temos com isso, que diferença isso faz ? Na minha vida nenhuma, se eu for me importar com isso, terei que me importar com todas as diferenças e consequentemente vou enlouquecer e não vou viver a minha vida.
Sinceramente eu não entendo estes tipo de preconceito, não entra na minha cabeça porque tantos atos horríveis são cometidos por estes motivos... é uma constatação da pequenez, intolerância e ignorância do Ser Humano...

Adorei, como sempre !!
Um super abraço e bom fim de semana !

Cidadão Araçatuba disse...

Oi Samanta, fico muito contente quando vejo-a nesse espaço. Você tem razão, quem não tem seus preconceitos?
O problema é que alguns não o contém, e extravasam prejudicando a todos, pois o preconceito é isso mesmo, prejudica a todos!
O ser humano é capaz de tudo, basta dar uma pequena lida na história recente do mundo,e as constatações poderão ser feitas imediatamente. Lamentável!
Obrigado pela presença, e pelo comentário. Bom final de semana para você também!

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