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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

30 de jul de 2011

Tem coisa, que só rindo!


A Imponente bandeira de Goiabolândia.

Essa semana achei uma matéria num site que tratava sobre  resiliência. 


Confesso  que não sabia o significado exato da palavra, e ao pesquisar um pouco sobre seu significado, fiquei espantado com a sua aplicação tanto na vida pessoal como na vida profissional, e o que li, esclareceu a  minha dúvida.

Pensei em escrever sobre o significado da palavra, de como ela se aplica ao ambiente profissional e etc, comento isso no início do post, pois gosto de compartilhar do "processo criativo". 

Mudei de idéia, preferi contar uma historinha, dessas que encontramos em livros, gibis e congêneres, o que me remeteu ao meu passado, lembro-me de folhear um antigo livro de histórias infantis que havia encontrado no quartinho de bugigangas que meu pai mantinha em nossa casa, esse almanaque pertenceu a minha tia, cujo título até hoje não esqueço "Almanaque Infantil de 1949". 

Nele você encontrava várias histórias, lembro-me de apenas uma, cujo personagem central era um tal de Tom Sawyer. Lembro-me bem do formato do almanaque, capa dura, folhas que pareciam de seda. Viajei! Dá uma saudade, uma nostalgia, mas vamos lá...


Era uma vez, em um vilarejo muito, muito distante, bem localizado geograficamente, servido de vários acessos, banhado por rios, cuja terra era vigorosa. e em se plantando tudo dá seu nome imponente remonta de tempos antes do seu descobrimento pelo povo que hoje o habita.

O nome do vilarejo já havia sido escolhido pelos índios, primeiros habitantes locais, daquele vilarejo, quando do seu descobrimento, mantiveram o nome original, pois acharam-no simpático,  e esse vilarejo ficou conhecido como Goiabolândia, ou seja, Terra da Goiaba. 

A imponente fruta estampa até a bandeira local!

Depois de algum tempo, Goiabolândia possuía toda a infra-estrutura possível a um vilarejo, agora, face ao seu desenvolvimento, em breve será alçada a Condado. Lá existia uma Prefeitura, postos de saúde, secretarias, polícia, bombeiros, comércio atuante e até uma imponente e importante casa de leis.

A casa de leis foi criada para legislar, fiscalizar os atos da Prefeitura. Nessa nobre missão, doze cidadãos foram escolhidos pela poluação para fazerem parte da mesma, permanecendo lá, e o fruto do seu trabalho, deveria brindar o povo com o que há de melhor em termo de leis, criadas para o bem maior, e que serviriam de base nas relações entre o poder público constituído e seus cidadãos. 

Só que os “doze escolhidos” (como eram mais conhecidos), viviam tristes, acabrunhados, pelos cantos da cidade, chateados mesmo, alguns por estarem lá por tempo demais, outros, por não conhecerem como aquilo funcionava e por esse motivo, encontravam-se perdidos, como sacos de batata num canto de um restaurante qualquer, outros porém, não sabiam mesmo o que se fazia lá, e dessa forma pareciam “piolhos”, pois suas decisões dependiam de outras cabeças, muito pertubadora essa definição, mas quem acompanhava as sessões da casa de leis, sabe que é assim mesmo,a e  tinha também os representantes dessa, ou daquela outra classe profissional. 

O povo complacente e paciente (como monges beneditinos), sabiam desse momento difícil e comovente pelo qual passavam os doze escolhidos, mas não poderiam aceitar o aumento do número dos “escolhidos”, pois esse era o motivo da tristeza incomensurável dos mesmos, as despesas que essa casa gerava eram enormes e o povo não poderia, e não queria que elas aumentassem.

Os escolhidos então tristes, não podiam mais contar com novos amiguinhos, continuavam lá fazendo aquilo para o qual foram eleitos, porém, cada um entendia essa missão de forma particular,única na verdade, e o resultado final não agradava a maioria do povo de Goiabolândia.

Alguns lideres políticos locais, sensíveis a preocupação dos doze escolhidos e que por “intransigência” do povo que os pagava, estavam fora da teta, quero dizer... casa, esses dirigentes, ouvindo o clamor dos  seus representantes que já estavam na casa de leis, tentavam resolver o impasse com discursos inflamados, reuniões públicas (muitas secretas também!) onde pregavam ao povo, que esse só seria bem representado e de forma plena, caso se aumentasse o número dos escolhidos.

O povo que só sabia trabalhar, e pagar as contas, não ligava muito para esses lideres, que percebendo isso, decidiram de forma errônea e contundente, a incitar os doze escolhidos a tentarem por em votação uma alteração na atual Lei, (que é baseada em outra editada pelo Reino) que caso fosse levada a plenário, votada e aprovada, aumentaria o atual número de 12 para 13 ou 15, ou outro número qualquer, afinal, segundo um ditado popular, onde comem 12, comem 13,15,19, e nesse caso, a voz do povo, é a voz de Deus. 

Ah mais que coisa feia... 

Devemos enaltecer por outro lado os doze escolhidos, pois mesmo no seu merecido descanso, dez deles, incansáveis alás, estiveram lá para entre outros assuntos, tratar “secretamente” (para não chatear a população que trabalha né!!) de uma possível alteração nessa tão famigerada Lei. 

Porque só 12 pensam eles? É uma injustiça, afinal, quantas goiabas pode dar uma goiabeira?

O conto termina aqui.

Agora na vida real, a história continua, reflita e lembre-se que 2012 está aí! 

7 comentários:

HAMILTON BRITO... disse...

Tom Sawier é uma obra de um grande escritor americano. Gosto muito de lê-lo. Trata-se se Samuel T. Clemens que ficou conhecido pelo apelido de Mark Twain. Escreveu também Huck finn. Hucklberry Finn ( nomizinho desgraçado). Viveu nas margens do Mississipi e contou muitas histórias.
Parabéns pelo texto.

HAMILTON BRITO... disse...

Minha maior frustração na vida é não ter exercido o magistério. Fiz o curso de formação para professores primários e depois o curso de letras, na Toledo. Todo começo de ano, desempregado correndo atrás de aulas. Sempre no vermelho. Uma vez fiquei maluco para fazer uma extensão em Linguística, em Campinas e não consegui.Apareceu um laboratório farmacêutico oferecendo salário estável e triplicado, carro e combustível por conta,férias tranquilas com 13* e 14* salários, plano de carreira...o mundo perdeu o melhor professor que poderia ter tido.
Mas eu ainda sonho que estou dando aula em alguma sala por aí. Na Semana da Literatura,quando saímos para as escolas, menino, já chorei de emoção.

Ventura Picasso disse...

Olá, Cidadão:
Não sei se ao citar os "Beneditinos" vc deixou uma mensagem embaçada, subliminar ou se não passa de 'mera coincidência'. A Goiabolândia tem algo a ver com a Queda do Império Romano. E os Beneditinos, que eu me lembre, adotavam ou adotam a administração interna da Ordem sob o modo de produção feudal. "Reza e trabalha." O Zemirtus, mais conhecido por Hamilton Brito, que queria ser professor, entende muito de igreja, fala em "Ora et labora", se eu estiver errado pode me corrigir. Como diria o 'legislador' (prior), cada um faz o que sabe: Os que lutam;Os que rezam; Os que trabalham.
Os políticos de Goiabolândia dizem que lutam. Os religiosos dizem que rezam e oram. O povo trabalha duro, na dura, e é obrigado a votar nos legisladores... Amem!

Cidadão Araçatuba disse...

O Zé você tem um jeitão de professor mesmo cara! Tomara que seu sonho se realize, vamos tem que correr a trás, senão... Quanto as escolhas, a vida é isso aí, provavelmente eu faria o mesmo.
Abração!

Cidadão Araçatuba disse...

Pois é Picasso, que ciclo vicioso né?
Não, o império romano (apesar de condado vir de conde), não tem nada a ver, quanto ao feudo, bateu em cima! A política trata Goiabolândia assim, fatia ela e se autoproclamam gerentes distritais Rs...
Não,há nada subliminar, como estudei em colégio de "padres" sei que os religiosos de forma geral são mais pacienciosos, e complacentes, o povo de Goiabolândia é assim também, agora, que tem gente que faz de conta que trabalha, e outros fazem de conta que rezam, ah isso tem...
Abração!

Yolanda Hollaender disse...

Amigo Paulo, Cidadão Araçatuba, fui leitora de Tom Sawyer também - principalmente nas aulas de inglês.
Os "12 escolhidos" de Goiabolândia parece meio cabalístico... Poderia até mudar para "Os 12 Condenados", afinal o descontentamento era grande entre eles... Ou será que tinha marimbondo no pé?
Minha maior alegria será o dia em que a população tenha aulas sérias sobre Educação Moral e Cívica, para que forme uma opinião sobre a política de seu país, e saiba votar, escolhendo candidatos responsáveis, desprovidos de interesses exclusivamente pessoais. Mas, para que isso aconteça é necessário mudar mentalidades que aí estão - sonho esse, eu diria, quase impossível...
Permita-me reproduzir um pensamento de Olympio Mourão Filho (1900-1972):
'Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois uma horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso'.
Meu forte abraço,
Yolanda

Cidadão Araçatuba disse...

O pensamento caiu como uma luva Yolanda!
Adorava E.M.C, fui muito aplicado aliás, pois sempre tive esse veia de "inconformista".
É uma pena, acho que o povo se frustou tanto, que ao ignorar sofre menos, ou pior ainda, as boas "cabeças" aliaram-se ao cordão de puxa-sacos e aí, já viu né...
Obrigado pela participação.
Abração!

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