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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

30 de set. de 2012

A escola, o vídeo e a ponte para o conhecimento.

Fachada do prédio da escola da ponte em Vila das Alves - Distrito do Porto -  Portugal.

Tomei conhecimento dessa entrevista recentemente em virtude de minha esposa (que é educadora)  tê-la visto em uma reunião que aconteceu na escola em que trabalha com os funcionários. 

Ela ficou maravilhada com o vídeo, comentou sobre ele e como Rubem Alves é uma pessoa especialíssima. Tamanha foi sua empolgação que assistimos  toda a entrevista em casa. 

Além de teólogo, psicanalista, filósofo e  educador, é uma figura sensacional de ver e ouvir. Antônio Abujamra (seu entrevistador) é maravilhoso, inteligentíssimo e faz jus ao nome do programa que se chama Provocações. Afinal, ele é um provocador sem dúvida. 

O vídeo apresentado aos funcionários falava entre outras coisas sobre uma escola cujo método revolucionário de ensino está além da nossa capacidade de entender o ensino. 

Contraria muitas ideias já fundamentadas no nosso pretenso sistema educacional. 

Uma pequena noção do que seria isso posto aqui com base numa entrevista feita à José Pacheco (diretor da escola) pelo portal educacional, cuja entrevista completa pode ser lida aqui: http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0043.asp::


Pergunta - No padrão criado pela Escola da Ponte, os alunos decidem o que estudar, montam grupos de interesse e trabalham orientados por professores, não é?

Resposta - "Efectivamente, são os alunos que decidem. E os professores estão lá, atentos e disponíveis. Quando compreendemos que cada criança é um ser único e irrepetível, que seria errado imaginar a coincidência de níveis de desenvolvimento, concluímos que não seria inevitável pautar o ritmo dos alunos pelo ritmo de um manual ou pela homogeneização operada pelos planos de aula destinados a um hipotético aluno médio. E avançámos com uma outra organização da escola, uma outra relação entre os vários grupos que constituem a equipa educativa (pais, professores, alunos, pessoal auxiliar), um outro modo de reflectir as práticas. Passou-se de objectivos de instrução a objectivos mais amplos de educação. Este projecto sugere um modelo de escola que já não é a mera soma de actividades, de tempos lectivos, de professores e alunos justapostos. É uma formação social em que convergem processos de mudança desejada e reflectida, um lugar onde conscientemente se transgride, para libertar a escola de atavismos, para a repensar. Não é um projecto de um professor, mas de uma escola, pois só poderemos falar de projecto quando todos os envolvidos forem efectivamente participantes, quando todos se conhecerem entre si e se reconhecerem em objectivos comuns. Não há escolas-modelo, mas há referências que poderão ser colhidas neste projecto como em tantos outros anonimamente construídos, cujo intercâmbio urge viabilizar. Nos últimos cinco ou seis anos, outras escolas se acercaram de nós: umas movidas pela curiosidade; outras, por outras boas razões. Poderemos já falar de uma "rede de escolas", que também já chega ao Brasil." (grifo meu).


A figura do professor como orientador e não como detentor do conhecimentoFantástico não é?

16 de set. de 2012

Divagações com um pouco de tudo.

Imagem retirada da internet. Link aqui,

O sistema de saúde como um todo melhorou. As equipes móveis do “saúde para a família” visitam os mais necessitados nos bairros. Prestam assistência básica médica e quando aqueles não necessitam de tratamento a equipe realiza agendamento de consultas nos postos de saúde, É o ideal? Sabemos que não, mas na atual conjuntura já é alguma coisa.

Longe do modelo ideal a saúde caminha devagar. Exames complexos e cirurgias são mais difíceis de serem agendados e mesmo quando o são demoram a serem executadas. Em alguns casos o paciente morre antes de ser atendido. Culpa de quem? Falta dinheiro?

O orçamento da pasta da saúde no âmbito federal é astronômico. A estrutura é pesada e burocratizada. Falta o que então? Respondo: Gestão e em outros casos muita vontade política, gasta-se muito onde não se precisa e investe-se pouco onde é necessário. 

Gostam de estatística? Vamos lá então...
IDSUS (Índice de Desempenho do SUS) de Araçatuba. Acima e colado a tabela, como ele é calculado. Em amarelo dados do nosso município. A tabela completa pode ser acessada em:  http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1080 entrando na página, clique em: Indicadores por município.

2 de set. de 2012

Matéria - PIB foi bom. Falta investir. Por Alberto Tamer

Imagem retirada da internet, link aqui.

ALBERTO TAMER - O Estado de S.Paulo 02/09/2012.
Agosto veio como se esperava, um PIB de 0,4% e decisões importantes do governo que, se complementadas rapidamente, podem dar inicio à recuperação nos próximos meses. Vieram mais desonerações tributárias para vários setores, como indústria automobilística, que evitou uma queda maior do PIB industrial, linha branca, e equipamentos. Mais significativo foi o estímulo para a construção civil, grande empregadora de mão de obra e matérias-primas, que vinha desacelerando.
O que falta. De tudo o que foi previsto, ficam para este mês a desoneração da folha de pagamento para mais setores e a redução de impostos que incidem sobre o custo da energia elétrica, medidas que a presidente promete para as próximas semanas. Um sinal positivo é que o governo reservou R$ 1,5 bilhão no orçamento de 2013 para novas desonerações. Dinheiro carimbado, diz o ministro da Fazenda. Isso a redução de juros negativos do BNDES para alguns tipos de financiamento de 2,5% e uma taxa media real, sem inflação de 2%.
Tudo mudou. Pode-se dizer que agosto foi o mês em que a política econômica do governo mudou para melhor. O fato mais significativo foi a decisão de retomar as privatizações abrindo espaço para o setor privado investir em áreas da infraestrutura até agora sob o domínio inoperante do Estado. Não foi apenas um passo ou uma leve mudança; foi um grande passo que o governo hesitava em dar. Falta agora complementá-los agilizando as licitações. Se há alguma critica, é porque não vieram antes.

26 de ago. de 2012

Pastelão, tornozeleiras e um monte de coisas inúteis.

Imagem retirada da internet, link na mesma.

Editorial veiculado no Folha da Região em: 15/08/2012 intitulado “Saídas temporárias para exercitar a criminalidade” caiu como uma bomba de efeito moral em minha mente. Como somos tolos!


Enquanto nos preocupamos em tocar a vida outros pensam em como torná-la pior. 

Esse é o raciocínio correto amigos. Pior do que isso é a falta de participação da sociedade que ainda não aprendeu a cobrar de forma efetiva os nossos governantes, medidas que sejam inteligentes e eficazes para nos proteger dos “amigos do alheio”.


A questão de segurança pública é o calcanhar de aquiles de todos os governos. 

Muitos políticos se elegem carregando essa bandeira, mas depois de eleitos pouco ou quase nada é feito. A questão como bem sabemos é estrutural. Prender não adianta. Prendendo o próprio sistema prisional transforma a grande maioria dos presos recém chegados em "alguma coisa" muito pior do que eles eram. Via de regra um ou outro se salva, paga pelo crime e volta "melhor" para a sociedade, afinal não podemos generalizar.

São esses os meios mais fáceis encontrados pelo governo se fazer presente perante a sociedade. Até porque, precisam demonstrar onde os milhões de reais arrecadados em impostos são aplicados. 

Afinal onde sãoNa nossa falida segurança pública. Reparam em quem assume a pasta de segurança pública? Na maioria da vezes e um militar ou ex militar. Porque?

Por que o senso comum diz que ele deve saber muito sobre segurança o suficiente para poder administrar essa pasta. 

Vejam o contrasenso: Dizemos que a policia de forma geral carece de preparo material, humano e psicológico, como podemos imaginar que esse camarada saído desse meio pode ser bom a ponto de gerenciar uma pasta tão estratégica e complexa como é a de segurança pública? Você pode pensar: - Mas ele é treinado no meio. Respondo: será?

A palavra chave amigos é: Educação. Preventiva, efetiva e eficaz.

29 de jul. de 2012

Causos II


A nova máquina de votação com identificação digital.
As velhas e novas raposas já saíram da toca. Muitas serão abatidas logo de cara, entenda-se como "abatidas" o fato de não conseguirem a votação necessária para permanecer no páreo. 


Outras, porém, terão uma sobrevida chegando ao segundo turno, que com certeza acontecerá esta é a minha opinião.



Existem muitas coisas interessantes no período pré-eleitoral, destacaria os jingles e as fotos dos candidatos. Nesse "circo de horrores" em que já mergulhamos as fotos dos candidatos, é um capítulo à parte. Já repararam nelas?


É gente nova que parece mais nova ainda (fotochópi uai!) é gente "véia" e feia que quer parecer mais bonita e a grande maioria dos candidatos com aquele enorme sorriso amarelo. 


Não sei se de vergonha, ou de "sem vergonha" mesmo! A vida é bela! E os apelidos? 


É fulano não sei de onde, o outro é daquele sindicato, outro daquela autarquia, outro é da educação...

A turma dos carros e motos de som já  trafegam á toda, tirando nosso sossego com a sua  mensagem. Poluição sonora sem dúvida! Alguns “jingles” são interessantes de tão horríveis que são. Não seguem nenhuma sequência lógica e melódica, ficam repetindo frases para que as últimas palavras rimem. 

Os "sucessos" musicais da última temporada já foram transformados e agora receberam as promessas dos novos candidatos. Se algumas músicas eram insuportáveis, imagina agora... Já achei candidato que usou o eu Quero Tchu, eu Quero Tcha para o meu desespero.  Só faltava o camarada da saveiro preta (clique aqui e leia!) incorporar o jingle também! Kkk!

15 de jul. de 2012

Se essa praça fosse minha.


Praça Rui Barbosa-Centro de Araçatuba, há algum tempo atrás...


Se essa praça fosse minha,

Eu mandava restaurar,

Mantendo a originalidade 

que quando criança me fez sonhar.


O coreto e a fonte ,

A banda a tocar.

Muita alegria e correria ,

com a criançada a brincar.


Mães, pais,

 todos a festejar.

Na praça principal 

os namorados a se encontrar,



O domingo era especial ,

os pipoqueiros nos faziam lembrar.

Quanta alegria e satisfação 

não via a  hora de chegar.


Domingo na praça, 

alegria  e satisfação .

Fica aqui  um pedido de um cidadão:

Reforma sim, destruição não!


Mantenham a Rui Barbosa 

linda como era

Fazendo-nos lembrar 

De um tempo que não vai voltar.


A praça Rui Barbosa passa por reformas. Novo piso e paisagismo serão colocados. Pode ser que a fonte e o coreto mudem.

Pode ser que com a reforma ela fique mais bonita, mais atual, mas sua importância e relevância deveria fazer com que o bom senso fosse a tona na reforma.

Sei que não podemos viver no passado, sei também que as coisas mudam, algumas porém para pior. Espero sinceramente que esse não seja o caso da nossa querida Praça Rui Barbosa, ou como é nacionalmente conhecida: "Praça do Boi Gordo".

Obra - "Praça do Boi"
Autor Marco Texeira Furtado
Tec: Óleo Sobre Tela retirado do site:http://museumarechalrondon.blogspot.com.br/2010/08/praca-do-boi.html

8 de jul. de 2012

Caçar ou não cassar eis a questão.


Imagem retirada da internet, link na mesma.
Significado de Caçar v.t. Perseguir animais silvestres a fim de os matar ou apanhar vivos.       
Significado de Cassar v.t. Anular (licenças etc.).Tornar sem efeito (autorizações, permissões).

Verbo muito empregado ultimamente. Em se tratando de verbo deveria representar uma ação, porém na grande maioria dos casos o tempo e a morosidade do sistema jurídico com seu grande emaranhado de Leis, acabam criando mais entraves do que soluções. 
Para alguns é benéfico, pois utilizam-se desse tempo extra e continuam a tocar a sua vidinha.

No Paraguai quem diria, parece ser diferente caçaram o Lugo? Não! Ele foi cassado!

De Brasilia à Araçatuba as “novas” se espalham com uma rápidez incrível. Leia-se como rápido um período que pode durar de 12 meses a 12 anos, depende das provas, dos advogados, do dinheiro envolvido e é claro da cabeça do magistrado por onde passará o processo.


Não podemos esquecer ainda que no mundo político quem é a caça hoje, poderá ser o caçador amanhã. O que fazem os caçadores quando conseguem abater a caça? Colocam a cabeça dela numa moldura e penduram-na na parede como troféu. Tudo metaforicamente falando é claro. 


Nosso querido país é um estado democrático de direito e isso que por um lado é bom, por outro permite alguns excessos. Fica a pergunta: E aí? Enquanto isso nós, simples mortais continuamos a acompanhar tudo sentados, esperando o salvador da pátria.

Depois de algumas linhas desenvolvendo esse raciocínio decidi compararar o cassar político ao caçar de fato.

Por mais selvagem que pareça a savana é o ambiente mais democrático do mundo. 


Não tem conchavo não tem armação. A Zebra, o antílope, o elefante, o coelhinho que se cuidem, não há convenção política que os salve de um futuro ataque. É “fire in the hole” e cada um por sí. 


Quando mortos, ainda colaboram para que muitos outros animais se fartem das suas carnes, ou seja, são úteis até mesmo depois de mortos. E pouco  interessa quem os matou.

Mas como deter as infindáveis excursões dos caçadores ao interior da áfrica? Como deter esse prazer sádico e desprezível que só o ser humano é capaz? Somos a única espécie que mata pelo simples prazer de matar.

A pobreza daquele continente aliada a falta de bom senso daquela população motiva os aldeões e guias locais a levarem os mais abastados (abestados?) nesse tour de sangue onde a faceta mais cruel do ser humano é desnudada. 

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