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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

26 de nov de 2012

A beleza interior.

Imagem retirada da internet, link aqui.

Falávamos numa roda de amigos sobre a beleza exterior do ser humano, como este pode ser abençoado com dotes físicos que chamam a atenção. Nessa conversa as  "chicas conocidas” na TV e no cinema eram a tônica da conversa, quando um colega mais afoito e brincalhão soltou a seguinte pérola:       

- “O que importa é o que a pessoa tem por dentro”

Não me contive e respondi ao colega que por “dentro” somos cheios de órgãos  veias, artérias, músculos, ossos, cartilagens,  e sabemos que somos assim:


Ele riu e disse que eu havia entendido a brincadeira mas ainda assim, preferiu justificá-la comparando às “chicas” pouco providas de beleza exterior, mas que chama a atenção pelo caráter, honestidade, benevolência, integridade etc... 

Depois de ter sacudido a cabeça confirmando o entendimento da brincadeira do colega, fiz a todos na roda a seguinte pergunta:

-Vocês acreditam que possuímos uma “alma”?

Continuei dizendo que somos a soma de todas as nossas aprendizagens e essas, compõem a nossa personalidade, o nosso ser único e indivisível e isso  nos torna únicos completos e complexos ao meu ver. E essa unicidade  -acredito eu- seria a nossa “alma”.

Se temos condições de aprender e repetir ou não as lições é outra questão. Como podemos então  imputar ao desconhecido ao sobrenatural ações que foram – ou não –  por nós realizadas?  

Ficaram calados por alguns segundos. Um deles que é kardecista depois de ouvir respondeu: 

-Claro que existe! E apresentou a sua tese que ouvi com muita atenção.

Os outros riram e disseram que certas “coisas” como futebol e religião não se discutem e ponto. E eu nem falava de religião, falava de “alma”. Constatei que realmente certas coisas não se pergunta.

Mais uma para minha pequena experiência interior.

Longe da roda de colegas, no caminho para casa fiquei pensando como assuntos como esses são velados. Porque será? Chatos demais para serem discutidos? Tabú? 

Mesmo que isso (ao meu ver) esteja diretamente ligado ao centro da questão existencial entendi que alguns preferem não pensar muito. As pessoas gostam mesmo é de "algo acabado", enlatado e deglutido que é fornecido por aí pelas seitas, religiões e afins.

Então qual seria o certo e o errado? Não é bem assim não é? O certo depende de quem fala e mais ainda de quem ouve, assim como o errado. Por isso fica difícil imaginar que espiritualmente tenhamos uma alma. 

Alguns precisam de orientação, precisam acreditar (e hoje em dia cada vez mais) que temos um JUIZ supremo que rege nossos caminhos e nos mantém na “linha”. Isso não faz com que alguns saiam da “linha”, do convencional, mas aos que acreditam impõem um impedimento intransponível. 

Outros porém precisam de alguém (supostamente superior) para lhes dizer por onde andar, como proceder, e com isso fazem correr “as sacolinhas da vida”. Pagamos até pela orientação e não importa a denominação de alguma forma em todas elas pagaremos por algo, seja em serviço, em bens materiais, ou mesmo em dinheiro.

A pessoa se sente bloqueada, impedida de avançar e se frusta e a justificativa para essa frustração fica por conta do intangível, do sobrenatural. Apenas uma frase em uma roda de colegas pôde suscitar em cada um dos presentes pensamentos distantes e inimagináveis.

Ficarei com a minha tese, e imaginarei a beleza interior como mostrado na figura acima. 

Levando-se em conta é claro que as experiências vividas podem refletir um pouco do que a pessoa é e como reage frente a algumas situações. É mais reconfortante imaginar carne, ossos, veias, artérias e músculos pois esses, tem sua existência material e portanto podem ser provados que existem.


5 comentários:

Rita de Cássia Zuim Lavoyer disse...

Hum... Todas as questões apresentadas por você dependem, exclusivamente, do ponto de vista que de quem tem olhos 'almados'. Pelas experiências acumuladas o dono dos olhos poderá, em determinadas ocasiões, achar determinada coisa ou pessoa bonitas, e em outra situação, feias.
Ninguém consegue ser feio o tempo todo, nem a beleza é eterna. Tanto pelo lado de fora, quanto do lado de dentro.

Carregar um estereótipo deve ser bem chato, não?

Vinícius Silva disse...

Olá! vim te convidar para participar do sorteio no BN, será somente para seguidores, portanto gostaria muito da sua presença. Um grande abraço!

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Vinícius tudo bem? Passarei por lá. Abraços

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Rita tudo bem? Os olhos são traiçoeiros. Mostram portanto, o que queremos ver.
A questão gira mais em torno da existência do que propriamente sobre a beleza exterior. Como você percebeu uma conversa completamente "normal" gerou esses questionamentos.
Acho a beleza exterior dispensável. Não seria hipócrita de dizer que não a aprecio pois estaria mentindo mas ainda assim belas e maravilhosas mulheres quando abrem a boca... E o mesmo imagino que deva acontecer (agora com as mulheres) em relação aos galãs, rs...
Abração!

Araçatuba disse...

http://cidadedearacatuba.blogspot.com

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