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Entregue por:FeedBurner/Cidadão Araçatuba

19 de jun de 2011

Motivação - Motivar-se, mas para que ação?

Imagem retirada da internet.

Outro dia eu mexia nos meus trabalhos feitos na época da faculdade, e encontrei algumas pérolas.

Dei muitas risadas ao lê-los, pois a gente só tem idéia do quanto se modifica quando  lê as coisas que escrevemos, são trabalhos que a gente montava em “grupo” e depois “apresentavamos” para a turma. Ficávamos envergonhados por falar em público, mas ainda assim, tínhamos que vencer essa barreira, pois seríamos Administradores de Empresas, e tínhamos que aprender a se comunicar, com base nisso, encarávamos o microfone e a platéia, composta de alguns professores e de aproximadamente 120 desinformados, que obviamente éramos nós, os alunos.

Essa fotografia da época, demonstra a maturação que só o tempo exerce sobre a nossa personalidade, sobre os nossos pensamentos, sobre as idéias, fica evidente como somos mutantes por natureza, muito embora acredito que alguns valores não podem e nem devem mudar, mas a forma de pensar... -Ah essa nos trai e muito!

Ótimo exercício, vale a dica para alguém que ainda não vasculhou seu passado escrito, tentem, é divertido e às vezes embaraçoso!


O trabalho que me fez redigir as linhas, agora analisadas sobre outro prisma, era dentro da área de recursos humanos, sobre personalidades e os tipos de pessoas que poderíamos encontrar no mundo empresarial. 

Muito parecido com a teoria dos quatro temperamentos.

O fato é que agora, depois algum tempo, fica evidente o quanto a teoria se afasta da realidade. 
Na teoria ouvíamos os professores e líamos em livros que, deveríamos dar ouvidos aos colaboradores "como forma de fazê-los participar do processo, criando assim, um ambiente agradável no trabalho, e isso geraria contentamento, e produtividade".

Será? O que realmente importa é o ambiente saudável, ou que ele seja produtivo?

Com um pouco mais de experiência, entendo que, o foco era, sempre foi, e sempre será mesmo a produtividade, produzir, é nisso que pensa o empresariado. Como me formei em administração de empresas, o meu foco também deveria ser esse 

Alguém pode até dizer:

-Ah! Mais hoje as empresas buscam a satisfação de seus empregados, como forma de criar um ambiente corporativo saudável, onde ele possa se sentir bem, trabalhar motivado onde ele possa produzir de maneira a respeitar seus limites, levando em conta questões como sustentabilidade, respeitando os demais colegas, criando assim um ambiente fraterno etc... 

Já notaram que o produzir entra naturalmente nas frases onde também está o motivado e o saudável? 

Porque? Ora, porque sem produção não há lucro e a razão da empresa existir é essa, o lucro!

Fiz estágio para conclusão do T.C.C em uma empresa local, de uma amiga minha, que comercializa DVD´s e também produtos de Sex-Shop, pequena empresa, mas que atua no mercado há mais de 10 anos, com um carteira razoável de clientes. 

Procurei definir o ambiente organizacional, a clientela, a estratégia comercial adotada,custos fixos etc... Por tratar-se de empresa familiar não seria difícil, única dona, bastava falar com ela que prontamente  respondia aos questionamentos feitos tudo isso junto, gerou finalmente meu T.C.C que hoje enfeita a biblioteca da Faculdade.   

O ambiente corporativo era satisfatório, as "meninas" que lá trabalhavam se sentiam a vontade, havia (e ainda há!) uma certa cumplicidade, é quase como se a empresa fosse de todas. 

Mas então, qual a diferença, pois isso contradiz em parte o que eu escrevi acima. 

De fato, a "diferencinha" era a cabeça da dona da empresa que já foi empregada e entendeu que deveria agir diferente com suas funcionárias. 


Quando solicitado, ela envolvia-se nos problemas das funcionárias, na medida do possível ajudava-as com folgas, adiantamentos, dava espaço a críticas e sugestões para as mesmas e isso fazia com que elas se sentissem como co-proprietárias daquele empreendimento e não apenas como empregadas ou colaboradoras.

Qual a chance de isso acontecer em uma empresa média, ou de grande porte? Respondo:
-Mínima, ínfima. 

São ambientes diferentes entendo, mas o foco hoje não é nas pessoas? Elas são diferentes por trabalharem em uma pequena, média, ou grande empresa? Não! A empresa é que é diferente!

Por isso é que eu não entendo como esses chamados motivadores, conseguem vender tantos livros e vídeos. A realidade apregoada por eles, nem de longe é seguida no mundo empresarial, os únicos que conseguem acreditar no que eles dizem, além deles mesmos, somos nós, os empregados, o elo mais fraco da corrente.

Em ambientes corporativos repletos de pessoas que se acotovelam para galgar os degraus, e se promover (ou ser promovido) dentro da empresa, qual será a visão do chefe, do diretor? Será a mesma da pequena empresária? Claro que não! 

Porque ele pensa nele, em como ele tem que ser melhor que o chefe "Y", como o gerente vai vê-lo caso ele seja um pouco mais humano. 


Então chegamos a seguinte conclusão:
 -O homem tenta ser melhor com seu semelhante desde que, o seu semelhante não queira ser melhor que ele! Mais ou menos assim? 
Então,vamos deixar de tolices e encarar que no ambiente corporativo, que é uma verdadeira torre de babel, todo mundo procura falar uma única lingua, que possui significados diferentes dependendo de que sala a comunicação saia.

"Se conhecemos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas."
A Arte da Guerra- Sun Tzu

11 comentários:

Hamilton Brito disse...

Permita-me meter o bedelho em algumas colocações feitas no texto:
1-não leio o que escrevi há algum tempo atras pra nao morrer de vergonha, tanto pela foima quanto pelo conteúdo.
2-ainda bem que mudamos. Creio que eu e vc mudamos para melhor.
3-vasculhar o passado: mais embaraçoso que divertido.
4-qual é a teoria dos quatro temperamentos?
5-Um ambiente pode ser produtivo se não for saudável, sobretudo quando se trabalha em equipe?
6-" a diferencinha " estava na cabeça da dona da empresa": isso mesmo, se quem lidera nao tiver clarividência e liderança nao haverá ambiente saudavel e sem ele, necas de produtividade e sem ela,necas de lucro e sem ele: danou-se.
Não é mesmo meu caro Watson?
7-Não acontece nas grandes empresas? Discordo. Se nela existe um manual e normas e procedimentos preciso e cada um respeita-o nos mínimos detalhes, cada um dos envolvidos será " os olhos e ouvidos do rei" e tudo correrá bem.Trabalhei nas duas maiores multinacionais de remédios e fui gerente em uma delas. Não havia problema que não fosse justa e rapidamente contornado.
8- Entendo que uma grande empresa é apenas e tão somente uma pequena empresa que cresceu organizadamente; as pessoas são as mesmas.
9-Há quem não goste de competição. Eu adoro...claro, a saudavel, honesta. Um chefe que pensa só nele não caminha mais hoje dentro da grande empresa. Hoje os relatorios de avaliação falam a favor ou contra e avaliação é global.Metas nao atingidas pode procurar que há falhas de gestão.
10- eu nao percebi qual o contexto daquela frase do chinês mas nunca vi nos meus comanheiros de trabalho um inimigo. Sempre um coadjuvante que pudesse me ajudar a atingir meus( da empresa) objetivos.Quando gerenciei estimulava a troca de experiências. O que dava certo para um tinha que ser dividido no grupo pois a cota de produção era do grupo. Vi que no começo a má competição influia mas depois quando os prêmios vinham , tudo ficou uma maravilha.

Mas viu o que vc fez?
Deu um bom papinho...obrigado.

Cidadão Araçatuba disse...

Grande Zé, nem preciso dizer o quanto fico feliz em tê-lo aqui! Cara... vamos lá. 1,2,3,4,5 e 6 fechou, pensamos igual, aliás, tá no texto.
7-Já trabalhei em empresas grandes (é diferente de grandes empresas viu!) e o problema não é a falta de manual, é a falta de comprometimento, já reparou como alguns "puxam a turma" e vários outro seguram? Conheceu alguém assim? Conheci vários em longos 12 anos dentro da mesma!.
8- Pode até ser, mas quando cresce, profissionaliza-se e nem de perto é uma pequena empresa, concorda?
9-Competição é saudável, já fui chefe e subalterno, tem cara que quer que você o ajude (você é subalterno), mas na hora da glória, só ele pensou, só ele trabalhou, só ele fez!
Você pode ser seu inimigo, quando não assume uma postura de dividir os louros com aqueles que lhe ajudaram, as pessoas gostam de trabalhar com gente assim. Agora se não for assim... boicotam você até onde dá!
A não ser que você tenha trabalhado com, "anjinhos",mas Zé a palavra produção aliada á palavra cota é mágica viu, significa $$, se bem que dinheiro não motiva sempre! Rs...
Eu é que agradeço! Abração!

Daniela Marchi disse...

Caro amigo, já trabalhei na iniciativa privada e estou no serviço publico há 14 anos e digo de carteirinha que não há nada mais desmotivante e tosco. Ainda assim, como sou idealista, acredito que todas as pessoas mereçam um tratamento de qualidade, independente de quem sejam e que, apesar de ganhar um salário risível, realizar um serviço limpo e eficiente deponha a favor de minha imagem perante as pessoas e meu Pai. Sim aquele Pai mesmo, o Maior. O que eu ganho com isso? Muito escárnio da maioria de meus colegas de trabalho (muitos deles invejosos é verdade), mas também paz de consciência. Abraços!

Cidadão Araçatuba disse...

Daniela que exemplo fantástico!
Se bem que algumas áreas do serviço público já estão se profissionalizando,mantendo até consultas de como você foi atendido,em se tratando de serviço público isso é um marco.
Mas é dessa motivação que eu falo,daquela que emana naturalmente da pessoa, você por exemplo, poderia habituar-se e "entrar no jogo", seria mais um número e quem continuaria perdendo, seriam seus clientes internos e externos, não é mesmo? Porém, como diz, prefere trabalhar, fazer, acontecer, não se acomodou.
Continue assim, mas não espere muito viu, as empresas querem números e dificilmente (não é impossível!) reconhecerão seu valor!
Obrigado pela visita e abração!

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Mininu, vamos ver pelo navegador google chromme ( é assim mesmo que se escreve este trem?) eu consigo enviar meus comentários para o seu blog.Vamos lá. God, help-me

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Olha aí cara, Ele atendeu meu pedido. Agora vamos prosear sempre e para começar, gostei muito daquele QUAL É A SUA VERDADE.
Ah, e uma bronca: vc não foi também no nosso último show. Qual é meu, gosta só do chitãozinho e Chororó

Cidadão Araçatuba disse...

Rs... Zé não deu, mas passa a agenda, e eu serei o primeiro da fila! Grande abraço!

Yolanda Hollaender disse...

Amigo Paulo, Cidadão Araçatuba, nessa minha mudança tive acesso a esses "velhos papéis" aos quais você se referiu, e dei boas risadas. Encontrei de tudo, desde fotos de colegas de escola até trabalhos guardados, por pena de jogá-los fora. Encontrei até meu primeiro caderno de caligrafia, quando cursava o primeiro ano do antigo Primário!
Minha experiência profissional foi um pouco diversificada, pois lecionei e trabalhei na área administrativa de empresas, fui micro-empresária e também exerci trabalho voluntário. Posso dizer que em todas as áreas percebi os problemas que você apontou sobre motivação. Como dona de um café, com três funcionários, auxiliada por minha filha mais velha, profissional na área de Recursos Humanos, procurei desempenhar o mesmo papel que a dona da empresa que você citou, para o que me dei muito bem. Já nas escolas, empresas de porte médio e grande que fui empregada, o entrave era querer desempenhar minha função com eficácia e ser oprimida por isso. A luta pelo poder é acirrada.
Bom texto, meu amigo!
Meu forte abraço,
Yolanda

Cidadão Araçatuba disse...

Yolanda, prazer em tê-la aqui, e de volta a internet.
É, a micro-empresária citada além de amiga de longa data,é ex-func. minha na empresa grande, rs... Com relação á área educacional, a minha esposa também sofreu e sofre nessa área. Porque será que as pessoas que estão na área de comando na educação conseguem ser tão "tapadas"? Não deixam as pessoas criarem, implementarem, tem muito medo e receio do novo, parece que a pessoa não deve trabalhar, criar, inovar, apenas (como costumo dizer) "bater o carimbo".
Agradeço sua presença, e grande e fraterno abraço!

Atena disse...

Amigão:
Queria ver qual sua opinião sobre a motivação. Se bem que fugiu do título, né? No problema, entendi seu drama ou sua questão rsrs
Durante anos a fio fui instrutora de treinamentos e cursos de capacitação de adultos e muito ouvi o que você colocou no texto. Também com consultora em RH free lance adquiri muita experiência sobre o que é e como funciona uma empresa.
Bom, cansei de malhar em ferro frio e abandonei a consultoria.
Como você pediu um post sobre o assunto, agora já tenho uma ideia sobro o que escrever. Até lá.
abração

Cidadão Araçatuba disse...

NA verdade coloquei a minha visão, daquilo que consultores, chefes de RH e afins pensam e tentam ensinar sobre m otivação. NA empresa que trabalhei por 12 anos (èramos 800 func;) cansei de participar de dinâmicas, cursos e afins, mas percebi que só as pessoas (quando querem!) podem melhorar a empresa como um todo. Concorda?
Obrigado pela visita! Abração!

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