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| Imagem retirada da internet.Link na mesma. |
Venho acompanhando com muito interesse as noticias na área econômica. Essa semana que passou, o Copom (Conselho de Políticas Monetárias) reduziu a Selic, à 0,75% a.m.
Ainda assim é muito, frente aos juros pagos pela poupança, (0,5170-17/03) isso quando conseguimos aplicar algum suado dinheiro.
Quem visita o supermercado regularmente, sente que toda essa bonança financeira ainda não refletiu significativamente no preço final da mercadoria. Na hora da verdade (a hora do caixa!) percebemos, pelo menos os mais atentos, às pequenas variações no preço.
Num país capitalista a matemática é sempre solidária ao capital, Karl tinha razão!
Esse tem que ganhar sempre, já nós, os pobres consumidores...
O fato é que os bons ventos (que não vem do leste), empurram a “nau Brasilis” para um porto ainda mais seguro, o tão sonhado porto do desenvolvimento.
Como brasileiro tenho que comemorar, afinal há muito tempo não víamos empresas contratando, expandindo, sendo instaladas. Experimentamos a estabilidade financeira, real valorizado e nosso moral nas nuvens.
Ainda não aprendemos o valor da poupança. Quando o sonho está um pouquinho longe, abreviamos a distância utilizando-se do bom e velho crediário. Somos ruins de matemática e por isso não percebemos as armadilhas do comprar no preço à vista e pagá-lo a prazo, frase insistentemente repetida pelo vendedor. Veja: É o preço a vista dividido em x vezes!
Alguns acham que é a mesma coisa, mas não é. Todos têm direito a realizar seus sonhos? Com certeza! Então deixemos a lógica matemática de lado, e vamos pela emoção! Comprem!
Até a tão sonhada casa própria foi formatada para encaixar-se no bolso do brasileiro.
Esse é o sonho sonhado por 10 entre 10 famílias.
Nas andanças que faço pela cidade, tive a curiosidade de visitar alguns novos conjuntos habitacionais entregues. Afinal, os fogos de artifícios e o falatório geral de políticos não deixam dúvidas de que devemos visitar as “obras realizadas”.
Já visitaram algum? E se positivo, conheceram o interior das casas?
A gente se surpreende com as peripécias da engenharia moderna. Como esse pessoal é econômico! Em alguns conjuntos que visitei as casas são geminadas, forros são de gesso e o material da casa é de péssima qualidade. Seus terrenos são minúsculos afinal, tem que caber no bolso da nova classe média baixa.
Já o preço desses imóveis... quanta diferença! Bônus de R$ 17.000,00 garantidos pelo governo federal. Deixo uma pergunta no ar: -Quanto custaria esse imóvel se não existisse o tal “bônus”?
Arrisco a dizer que nem DEUS saberia!
Já que se resolve fazer algo para beneficiar o trabalhador de baixa renda, porque não fazê-lo com qualidade. Afinal, qualidade de vida não é apenas um teto sobre a cabeça, é também a possibilidade de acomodar confortavelmente aqueles que se ama. São dois ou quando muito três quartos que mal cabem uma cama.
Tirar as pessoas da rua, do aluguel, mas submetê-las a 25 ou 30 anos de prestações sem perspectiva de ter como ampliar esse imóvel? E se a família crescer? Não dá nem para fazer o famoso “puxadim”.
Justiça social tem que fazer sentido. Rouba-se muito ainda! A corrupção tira o direito das pessoas participarem da riqueza da nação.Afinal, poucos ficam com muito e muitos com nada!
O porto se vê ao longe.






